"Na televisão, os comentadores de futebol substituíram grandes figuras da literatura portuguesa"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre na Covilhã:
Subida dos juros da dívida é um ataque especulativo injusto e irracional
10-11-2010 http://manuelalegre2011.pt

Manuel Alegre criticou hoje o silêncio de responsáveis políticos nacionais perante o ataque especulativo injusto que faz subir os juros da dívida pública. “Os juros da dívida têm a ver com a capacidade do país e a subida dos juros da dívida não corresponde à nossa situação económica, é injusta e irracional”, afirmou no final de uma visita a uma empresa têxtil da Covilhã.

Para o candidato, “os responsáveis políticos devem defender o interesse nacional e devem denunciar esta situação que é uma ofensiva especulativa injusta”, considerando que “quem se cala parece que está de acordo com a avaliação dos especuladores e empresas de ‘rating’”.

“Eu digo: há quem prefira calar-se. Eu acho que o silêncio é comprometedor, mas também revela uma outra forma de representar e defender o interesse nacional”.

O candidato rejeitou a ideia de uma pretensa “inevitável” intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal: “Devemos resolver os nossos problemas pelos nossos próprios meios e a palavra ‘inevitável’ deve ser abolida”, assim como a palavra “fatalidade”. “Devemos resistir à inevitabilidade e fatalidade. Só é inevitável o que queremos que o seja”, concluiu.

Manuel Alegre visitou a fábrica de fiação Fiper, na Covilhã, guiado pelo seu proprietário António Lopes, empresário eleito pelas listas do PS em Oliveira do Hospital, onde preside à Assembleia Municipal, acompanhado pelos mandatário e coordenador da sua candidatura em Castelo Branco, Manuel João Vieira e Valter Diogo, bem como apoiantes locais.

Com a visita a esta empresa, que esteve fechada e foi recuperada, dando emprego a 80 trabalhadores, Manuel Alegre quis mostrar a necessidade de um novo rumo para a economia nacional. Após um lanche convívio com os trabalhadores da fábrica, o candidato salientou que “não nos libertaremos dos credores sem mudar o nosso modelo de desenvolvimento e sem políticas de crescimento económico e de emprego”.

Manuel Alegre seguiu depois para Castelo Branco, onde inaugurou a sede distrital de campanha, manifestando a sua preocupação com a situação do país e com aqueles que mais irão sofrer com as medidas de austeridade impostas pela crise: os desempregados, os funcionários públicos, os pensionistas e os mais novos, uma “juventude angustiada com o futuro do país”.

“É por eles que estou neste combate, este combate é de todos” afirmou, garantindo que se baterá sempre pela defesa do Estado Social, porque este é também o combate dos que querem a democracia com direitos sociais e não querem perder o que foi conquistado.