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Manuel Alegre
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Manuel Alegre na sede da CGTP
Manuel Alegre na sede da CGTP
Manuel Alegre na sede da UGT
Manuel Alegre na sede da UGT
Manuel Alegre após reuniões com CGTP e UGT:
Convergência de pontos de vista, necessidade de virar a página
02-11-2010

Manuel Alegre considerou que os encontros que teve hoje com dirigentes das centrais sindicais, CGTP-IN e UGT, foram muito “interessantes e profundos”, salientando a “convergência de pontos de vista” com ambas as centrais sobre a necessidade de “novas políticas sectoriais que reconstituam o nosso tecido produtivo” e de mais “sensibilidade social”, numa situação que também se tem agravado no sector privado, pois “o mundo do trabalho está a ser fustigado”. Quanto à greve geral do próximo dia 24 de Novembro, “mais do que a expressão do direito à greve”, referiu o candidato, trata-se de um “alerta à sociedade, uma necessidade de virar a página, de sermos capazes de abrir novos caminhos para o nosso país”.

Acompanhado nestes encontros pela sua mandatária nacional, Maria de Belém Roseira, e pelos apoiantes Paulo Sucena e Elísio Estanque, Manuel Alegre recordou a sua formação de “socialista e de homem da esquerda democrática” para justificar que “num momento tão difícil como este”, está “em primeiro lugar do lado do país”, mas também “do lado daqueles que mais sofrem” e do “lado do mundo do trabalho”, manifestando-se “solidário com as preocupações das duas centrais sindicais”, UGT e CGTP.

Sobre a greve geral convocada para o próximo dia 24, Manuel Alegre disse compreender as razões invocadas, lembrando que toda a sua vida lutou pelo direito à greve, embora considere tratar-se aqui de “mais do que a expressão do direito à greve”, mas um “alerta à sociedade, de uma necessidade de virar a página, de sermos capazes de abrir novos caminhos para o nosso país e para a nossa sociedade com muito mais sensibilidade social”.

O candidato destacou ainda que o que está em causa “passa também pela eleição presidencial”, pois “está em causa o conteúdo social da nossa democracia”. “Pelo meu passado, pela minha vida, pelas minhas convicções”, Manuel Alegre dá garantias de “defender o Estado social e os direitos sociais que estão consagrados na constituição”. “Os trabalhadores e as centrais sindicais com certeza que sabem que dou essa garantia”, afirmou o candidato.

Por sua vez, João Proença explicou que a UGT está “muito preocupada” com a situação económica, nomeadamente o desemprego e o Orçamento do Estado que na prática se “preocupa essencialmente com o défice” e agrava as desigualdades. O secretário-geral da central afirmou ainda que “não esteve em causa aqui a UGT dar o apoio a Manuel Alegre ou o Manuel Alegre vir dar apoio à UGT, o que se passou foi uma troca de posições, até para ficarmos a conhecer melhor as diferentes propostas dos candidatos. Manuel Alegre foi o primeiro candidato presidencial a pedir uma reunião no quadro do normal funcionamento da democracia”. A UGT respeitará “a total liberdade dos seus membros” a apoiarem e votarem nos diferentes candidatos à Presidência da República portuguesa, concluiu o líder sindical.

Esta manhã, após a reunião com o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, o candidato salientou que estes encontros têm “um significado”, sublinhando a importância do “diálogo” entre “os responsáveis políticos e uma central sindical tão importante como é a CGTP”. Desta reunião, Manuel Alegre destacou a procura de “soluções alternativas contra o fatalismo, contra o derrotismo” no sentido de se encontrarem “novas soluções na economia, um novo modelo social que nos permita dar um sentido de futuro à nossa vida colectiva e sobretudo aos jovens”.

Questionado sobre o apoio à greve, Manuel Alegre respondeu: “Não tenho que apoiar ou não apoiar. Eu sou um candidato à Presidência da República, que está nestas eleições com um sentido de responsabilidade. Não cabe a um candidato à Presidência da República estar a fazer ou não apelos à greve”.

O líder da CGTP registou, por sua vez, a existência de “convergência”. “É que o futuro não vai lá com candidaturas e propostas que prossigam aquilo que foi o caminho do desastre” afirmou, considerando ainda que “pensamos que há uma convergência de factores estratégicos na luta dos trabalhadores hoje e naquilo que se deve obter nas presidenciais”.