Descobrir não é criar. Chegámos sempre ao que, antes de nós, já lá estava. Mas em cada chegada aconteceu uma dupla descoberta: a dos outros por nós e a de nós próprios pelos outros.
Manuel Alegre
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Manuel Alegre, em entrevista ao DN e TSF, critica:
“Tem havido uma certa falta de comparência do Presidente”
24-10-2010 DN

“Tem havido uma certa falta de comparência do Presidente da República” afirmou Manuel Alegre em entrevista ao DN e TSF, explicando o que teria feito perante a crise actual: "Se fosse Presidente, teria convocado o Conselho de Estado. Teria convocado os partidos políticos mais cedo, antes de eles se desentenderem. Teria convocado os parceiros sociais, sindicatos e associações patronais. Teria tentado promover uma concertação, política e social. E teria tentado sensibilizar - coisa que não sei se o Presidente fez, mas se fez não deu nota disso - chefes de Estado, governos e instituições estrangeiras, porque Portugal foi tratado injustamente”. “Provavelmente ter-me-ia mesmo deslocado a países estrangeiros”, frisou o candidato.
Leia a entrevista AQUI ou veja o video AQUI

Quanto ao Orçamento de Estado, Manuel Alegre considera que “o País precisava de um outro tipo de Orçamento! O País precisava de crescimento económico”. Contudo, “como português, penso que porventura o menor dos males será a votação do Orçamento", afirmou.

"Aquilo que mais me choca neste momento é que somos um país que está a perder a independência. Não temos autonomia de decisão", confessou Manuel Alegre, que acrescentou: "Aqueles que andaram nos campos de batalha a defender a independência nacional nunca pensaram que lhes podia aparecer um dia um inimigo chamado mercados financeiros." Para o candidato, "uma coisa é a consolidação das finanças públicas, rigor nas finanças públicas", que é indispensável e obriga a "diminuir o endividamento". "Outra coisa", disse, "é resolvermos o problema da nossa economia.(...) Tem de haver crescimento, tem de haver uma mudança de paradigma, tem de haver investimento de muito maior qualidade."

Sobre a greve geral marcada para 24 de Novembro, Alegre, manifestando-se a favor da concertação social, valorizou o facto de se tratar de uma iniciativa conjunta das duas centrais sindicais e insistiu: “É preciso ouvir a voz dos sindicatos, a voz da rua e a voz dos trabalhadores. Eles representam milhões de trabalhadores que são aqueles que mais vão sofrer com esta crise, e é preciso pensar nas pessoas". Manuel Alegre concluiu: "Estou, política e democraticamente, do lado desses.”