"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre com João Cutileiro na inauguração da sede de Évora
Manuel Alegre com João Cutileiro na inauguração da sede de Évora
Manuel Alegre em Évora:
"Há uma erosão do poder moderador do Presidente"
21-10-2010 http://manuelalegre2011.pt

“Há uma erosão do poder moderador do presidente”, afirmou hoje Manuel Alegre a propósito da sugestão do presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, que defendeu a existência de um “mediador” para acelerar o entendimento entre o Governo e a oposição sobre o Orçamento de Estado para 2011. “Só se podem sugerir outros mediadores quando não se acredita no poder de mediação do presidente”, acrescentou, após a inauguração da sede da sua candidatura em Évora.

Na sua intervenção, Manuel Alegre criticou o Presidente da República por “uma certa falta de comparência” neste tempo de crise, considerando que este tem andado por muitos sítios, “menos onde devia estar, que era no centro da crise”.

O facto de Cavaco Silva não ter convocado o Conselho de Estado, não ter reunido os partidos quando devia, não ouvir os sindicatos e associações patronais, não ter promovido uma mediação político-social e ter permitido esta “coisa estranha” de serem “os banqueiros a fazer pressão sobre as forças políticas e virem mediar o orçamento”, representa para o candidato uma “perversão da nossa democracia e da nossa constituição, que consagra a independência do poder politico em relação ao poder económico”.

Para Manuel Alegre, esta é uma situação que “requer uma outra visão de Portugal, mais aberta, mais humanista, mais solidária”, mas também outra visão das liberdades, “menos preconceituosa em relação às discriminações que afectam as pessoas”. E requer também “outra concepção do próprio exercício dos poderes presidenciais”, acrescentou.

O candidato lembrou ainda, perante cerca de uma centena de apoiantes que, há cinco anos, esta mesma sede em Évora foi a primeira a ser inaugurada dando o arranque da sua campanha, sendo neste distrito, bem como em Coimbra e Setúbal que obteve os melhores resultados eleitorais.

Manuel Alegre tinha visitado antes o Museu de Évora, cujo espólio principal é constituído por escultura arquitectónica e tumulária dos séculos XIV a XVI proveniente de conventos e edifícios demolidos na cidade durante os dois últimos séculos. “Um museu muito belo, riquíssimo, uma viagem pelo tempo, pela história, pela cultura, a lembrar-nos que uma nação não é só economia, não é só finanças nem é só orçamento. Há muito mais vida, há mais cultura e mais país para além da espuma dos dias”, considerou após a visita guiada pelo director do Museu de Évora, António Camões Gouveia.