Espero merecer a honra que me concederam e continuar a rimar o meu poema com a minha vida.
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Loures:
"A República tem que renascer outra vez"
04-10-2010 http://manuelalegre2011.pt

Manuel Alegre assistiu hoje emocionado à reconstituição da proclamação da República em Loures, “a primeira terra portuguesa a erguer a bandeira verde e rubra e a proclamar a República”, lembrou o candidato. “E cem anos depois a República cá está”, afirmou Manuel Alegre recusando que esteja velha mas “tem que renascer com mais vigor, com mais igualdade, com mais justiça, é isso que nós queremos, renasceu com o 25 de Abril e tem que renascer outra vez”.

Lembrando que “a República é o princípio da genuinidade democrática, da legitimidade electiva e da soberania popular que dá voz ao povo”, o candidato sublinhou que é preciso “não esquecer que a República é o fim dos privilégios, privilégios de casta, de família e de sangue, é o princípio da igualdade”. Para Manuel Alegre, “a democracia e a República são um aprofundamento contínuo desses princípios e, portanto, há sempre mais igualdade, há sempre mais direitos a conquistar e a aperfeiçoar”.

Numa varanda do antigo Largo do Chafariz, agora Largo 4 de Outubro, Manuel pôde ver, ao lado do presidente da Câmara de Loures, Carlos Teixeira, a recriação histórica em frente ao edifício que era na época o Centro Escolar Republicano onde se juntou o povo e um grupo de “homens bons” da terra, após o troar dos canhões na calçada de Carriche na madrugada de 4 de Outubro que dava o sinal do derrube da monarquia.

Reunidos às 15 horas no Largo do Chafariz, os oito homens nomeados para constituir a Junta Revolucionária saíram do Centro Educativo dirigindo-se aos Paços do Concelho que ocuparam sem resistência. Na varanda era hasteada, pela mão de Joaquim Augusto Dias, uma bandeira verde e rubra costurada por Maria Guilhermina Ascenso. Junto ao estandarte improvisado, a Junta Revolucionária declarava, pela voz de Augusto Moreira Feio, a implantação da República em Loures: “Com os olhos da alma fitos na redenção desta Querida Pátria, aviltada pela decrépita e corrupta monarquia e aderindo entusiasticamente à revolução republicana que então lavrava em Lisboa, (...) resolveram tomar posse imediata das Repartições Públicas do Concelho auxiliando, por este acto, a implantação da República em Portugal, pela qual estava e estão firmemente decididos a sacrificar até à última gota de sangue.”

Manuel Alegre confessou ter visto com emoção esta reconstituição da proclamação da República, protagonizada por cem alunos de escolas do concelho e pelo grupo de Teatro Independente de Loures, que terminou com aplausos e vivas à República a que se associou: “Dou um viva à República com toda a força. Viva a República”.