"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre sobre FMI, em Viana do Castelo:
“Cavaco Silva devia falar mais forte”
24-09-2010

“Algumas declarações que têm sido feitas a pedir a intervenção do FMI criam um alarmismo que é contrário ao interesse nacional”, disse Manuel Alegre antes de um jantar com apoiantes em Viana do Castelo. O candidato considera ainda que Cavaco Silva “devia falar mais forte para acalmar pessoas que lhe são próximas e que estão a aumentar a especulação e o assalto ao estado português, fazendo aumentar em milhões de euros o que temos de pagar para conseguir os nossos financiamentos”.

Lembrando que foi o primeiro a pronunciar-se contra a intervenção do FMI em Portugal, há dois dias, em Torres Vedras, Manuel Alegre defende a autonomia nacional como uma questão essencial: “Eu sou pela manutenção do poder de decisão em mãos portuguesas. Não há nenhuma razão para o FMI entrar em Portugal, é o próprio presidente do FMI que diz que não há razões para isso e acho muito estranho que ex-ministros das finanças e pessoas próximas do senhor Presidente da República estejam a escrever e a fazer declarações nesse sentido”. Para o candidato, estas posições não são mais do que “colocar a ideologia e interesses, que não são os do país, acima dos interesses dos portugueses”, apelando que “é preciso um grande sentido de responsabilidade e colocar o interesse nacional acima de tudo”.

Em relação ao Orçamento do Estado para 2011 e à indisponibilidade hoje manifestada pelo PSD para conversar com o Governo por considerar inaceitável “o aumento de impostos”, Manuel Alegre lembrou que Portugal “está numa situação muito difícil” e que “isso implica uma responsabilidade de todos os agentes políticos”.“Mas não me cabe a mim apadrinhar entendimentos ou não na Assembleia da República. Isso diz respeito aos partidos políticos. Mas goste-se ou não do Orçamento, acho que a execução orçamental está a ser feita segundo o previsto, não me parece haver motivo para grande alarmismo”, afirmou.