"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em entrevista à Lusa:
“Sobre a questão essencial Cavaco Silva não dá garantias”
17-09-2010 com Lusa

“A questão essencial é esta: por ou contra o Estado Social? Por ou contra o Serviço Nacional de Saúde e os outros direitos? Por ou contra a justa causa como motivo de despedimento? Sobre isso o Presidente até agora não disse nada. Não dá garantias” afirmou Manuel Alegre em entrevista à Lusa. “O que são “mudanças incontestáveis”, interrogou-se o candidato, referindo-se a recentes declarações de Cavaco Silva sobre a revisão constitucional. “Serão aquelas que propõe o PSD? Serão outras? Eu não sei. Isso é uma frase que não tem substância política”, concluiu Manuel Alegre.

“A questão essencial”, disse, “é a agenda política que está neste projecto de revisão (do PSD). E essa agenda é um projecto estratégico contra o Estado Social”, afirmou. “Independentemente de haver ou não revisão constitucional”, alertou Manuel Alegre, “não se enganem, essa agenda e esse projecto vão continuar. E sobre isso o Presidente da República não se pronunciou, não disse nada.”

“Eu dou a garantia de que, se for Presidente, vetarei qualquer lei de qualquer governo, de qualquer parlamento, contra o Serviço Nacional de Saúde, contra a escola pública, contra a segurança social pública e que tente eliminar a justa causa (de despedimento)” recordou, retomando o que defendeu no discurso de sábado passado em Lisboa. “Esta é a questão essencial. E é aquilo que me separa da posição do senhor Presidente. Eu dou essa garantia. Ele não dá”, concluiu o candidato.

Manuel Alegre desvalorizou a interpretação de que Cavaco Silva, ao defender o carácter “incontestável” de eventuais mudanças constitucionais, transmitiu um recado ao PSD –o partido que tem liderado o processo de revisão constitucional. “Embora me interesse e me preocupe, o que se vai passar na Assembleia da República diz respeito aos partidos políticos. O que digo é o que farei se for Presidente da República, porque se trata de uma agenda política anunciada para o futuro, para além de haver ou não revisão constitucional. Insisto naquilo que digo: perante qualquer lei, de qualquer Governo, de qualquer Parlamento que ponha em causa o Estado social, utilizarei todos os meus poderes como Presidente da República”.

"Direita está com medo que eu vença na segunda volta"

Interrogado sobre a eventual apresentação de outro candidato da direita, Manuel Alegre respondeu: “Se a direita está com tantos problemas e tanta dificuldade em apresentar um candidato a Presidente da República, é porque está com medo que eu vença na segunda volta das eleições presidenciais”.