"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre no CCB em Lisboa garante:
“Se tiver que vetar, vetarei, sem me esconder atrás de falsos pretextos e álibis”
11-09-2010

“Se tiver algum desacordo ou reserva em relação a uma lei, falarei antes, não depois” afirmou Manuel Alegre esta tarde no Centro Cultural de Belém, perante uma audiência entusiástica. “E, se promulgar, não virei a seguir desvalorizar a lei que foi promulgada. E se tiver que vetar, vetarei, sem me esconder atrás de falsos pretextos e álibis.”
Leia o discurso AQUI

As questões sociais foram das mais aplaudidas do discurso desta tarde. “Utilizarei todos os poderes de que dispõe um Presidente da República para impedir a liberalização dos despedimentos através da eliminação do conceito de justa causa”, afirmou Manuel Alegre, mostrando claramente a sua diferença, de ideias e de estilo, em relação ao actual Presidente: “Os portugueses esperam que o Presidente fale com clareza nos momentos difíceis”.

“A direita europeia e a direita nacional pretendem aproveitar a crise para pôr em causa direitos sociais pelos quais se sacrificaram e lutaram gerações e gerações de cidadãos” afirmou o candidato que garantiu: “O meu compromisso é claro: pelo meu passado e pelas minhas posições, os portugueses têm a garantia de que, se algum governo ou Parlamento, no futuro, pretender acabar com a Saúde Pública, a Escola Pública e a Segurança Social Pública, eu estarei contra e exercerei, sem hesitações, o meu direito de veto”. “O actual Presidente”, disse ainda Manuel Alegre, “não pode dar semelhante garantia.”

Com esta intervenção Manuel Alegre bipolarizou claramente a próxima campanha eleitoral, apelando a uma escolha por ou contra a Constituição e o Estado Social, por ou contra o aumento da precariedade nas relações laborais, por ou contra o risco da instabilidade política e o cenário possível de um Presidente e de uma maioria de direita, por ou contra o direito à igualdade, por ou contra uma visão de Portugal com cultura e sentido histórico.

A audiência foi ao rubro e levantou-se para aplaudir quando Manuel Alegre, numa referência ao PSD, perguntou: “Como é possível que num país como o nosso se apresente um projecto de revisão constitucional contra os serviços públicos e os direitos sociais?”

Antes de Manuel Alegre falaram Maria de Belém, mandatária nacional, António Carlos dos Santos, mandatário financeiro, Jacinto Lucas Pires, mandatário da juventude e Daniel Sampaio, mandatário de Lisboa, cujas intervenções pode ver AQUI