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António Costa alerta para "má escolha" nas presidenciais
01-09-2010 Lusa

O presidente da Câmara de Lisboa advertiu ontem que uma crise política poderá ocorrer com uma má escolha nas eleições presidenciais e disse apoiar Alegre porque sabe distinguir as competências do chefe de Estado das dos governos. António Costa falava aos jornalistas antes de um jantar de trabalho da candidatura presidencial de Manuel Alegre, em que deixou várias advertências sobre as consequências de uma reeleição do atual Presidente da República, Cavaco Silva. “É muito importante que nesta época de crise não acrescentemos crise política à crise económica e social que se está a atravessar. A crise tanto pode ocorrer com um desentendimento na votação do Orçamento do Estado, como pode ocorrer com más escolhas nas eleições presidenciais”, declarou o número dois da direção do PS.

António Costa disse depois apoiar a candidatura de Manuel Alegre, “porque é importante para dar segurança e estabilidade ao país e para que haja na Presidência da República alguém que exerça a função com uma distinção muito clara entre as suas competências e as competências muito próprias dos governos, escolhidos pelos portugueses e que governam com base na legitimidade que têm na Assembleia da República”.

“É preciso que o Presidente da República seja um fator de evitar crises e não um contribuinte para a crise. Para crise já basta a que temos”, disse.

Interrogado sobre se estava a dizer que Cavaco Silva poderia ser um fator de crise, o presidente da Câmara de Lisboa afirmou que “indiscutivelmente Manuel Alegre não contribuirá para aumentar a crise”.

“Mário Soares e Jorge Sampaio, como Presidentes da República foram fatores de unidade nacional – é isso que se pede a um Presidente da República e, estou certo, Manuel Alegre, nessa linha, saberá ser um bom Presidente da República”, acrescentou.

Já o presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Joaquim Raposo, recusou que o seu partido tenha dado um apoio tardio à candidatura presidencial de Manuel Alegre e fez críticas diretas a Cavaco Silva.

“A esquerda deve estar unida para evitar a reeleição de um Presidente de direita, algo que será a primeira vez na história da democracia portuguesa. Nós calculamos bem o que será um segundo mandato de um Presidente de direita. Não será seguramente nem bom para o país, nem para a democracia”, disse.