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Manuel Alegre
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Manuel Alegre num jantar com autarcas socialistas de Lisboa:
“É preciso que o Orçamento seja aprovado, mas sem ser descaracterizado no essencial”
01-09-2010 com Lusa

“É preciso que o Orçamento seja aprovado, mas eu não faço apelos em vão. O Orçamento deve ser aprovado, mas sem ser descaracterizado naquilo que é essencial: a garantia e a preservação do Estado social, dos serviços públicos e o combate ao desemprego”, afirmou Manuel Alegre, à entrada para um jantar de trabalho com presidentes de câmaras socialistas e membros de comissões políticas concelhias do PS da área urbana de Lisboa.

Ladeado pelos presidentes de câmaras de Lisboa, António Costa, e da Amadora, Joaquim Raposo, o candidato presidencial sublinhou que “o mundo e o país vivem uma situação difícil, que requer estabilidade”. Mas, mesmo no quadro das actuais dificuldades financeiras, Alegre defendeu que “é possível consolidar o Estado social, os serviços públicos e seguir políticas de investimento público, algo que desagrada muito a outras forças políticas e parece que às vezes também ao Presidente da República”.
Interrogado se a sua posição visava impedir que o Governo fizesse cedências excessivas nas negociações do Orçamento do Estado para 2010, Manuel Alegre remeteu essa questão para as forças políticas que estão representadas no Parlamento. “Sou candidato a Presidente da República, tenho a minha opinião e à medida que o tempo avançar as pessoas vão perceber as diferenças entre mim o actual chefe de Estado, que tudo indica será candidato. Eu digo aquilo que penso”, salientou Manuel Alegre, acrescentando esperar que, para a aprovação do Orçamento, “não se imponham condições que levariam à descaracterização no que respeita a políticas essenciais de que o país necessita”, acrescentou.

Alegre voltou a dizer que Cavaco Silva está a fazer “um falso tabu”, colocando-se já “em campanha”. Sobre as afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa, segundo o qual José Sócrates, no fundo, não quererá o seu triunfo nas presidenciais, o candidato afirmou: “Marcelo Rebelo de Sousa às vezes diz umas coisas engraçadas, mas essa nem tanto. Já em 2006 enganou-se completamente nas previsões que fez”, lembrou, concluindo: “Eu e José Sócrates estamos do mesmo lado, do lado da defesa do Estado social, dos direitos sociais e dos serviços públicos”, declarou.