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Manuel Alegre
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Cavaco Silva evita posição clara sobre adesão da Guiné Equatorial à CPLP
17-07-2010

Em vésperas de início da cimeira da CPLP, que tem lugar em Luanda e onde se vai deliberar sobre a adesão da Guiné Equatorial àquela organização, o Presidente da República, longamente entrevistado pelo Programa “Sociedade das Nações”, da SIC, refugiou-se atrás de declarações de Pedro Pires, Presidente de Cabo Verde, e dos estatutos da CPLP, para dar a entender que teria reservas a tal decisão, sem no entanto nunca as formular.

Convém recordar que sobre esta matéria Manuel Alegre teve uma posição muito clara, afirmando que “não tem qualquer sentido a entrada da Guiné Equatorial na CPLP”, porque “em primeiro lugar, a Guiné Equatorial não é um país de língua portuguesa. Em segundo lugar, é uma petro-ditadura”. “Os princípios e os valores da democracia e da CPLP têm de estar acima dos negócios e do cheiro do petróleo”, disse ainda o candidato presidencial, em notícia divulgada pela Lusa no passado dia 10 e que pode ver AQUI.

Entretanto, o jornal Público de hoje noticia que 13 personalidades, entre as quais Mia Couto, Chico Buarque e D. Januário Torgal enviaram uma carta aberta aos chefes de Estado e de governo dos países da CPLP a contestar a adesão da Guiné Equatorial. Os subscritores da carta aberta, uma iniciativa promovida pelo Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral (CIDAC), consideram que a “a admissão da Guiné Equatorial na CPLP constituiria um precedente inaceitável”, salientando que não querem “caucionar um ditador” e que “os princípios e os direitos não se trocam por negócios.”