"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Coimbra
Portugal tem de se opor a novas revisões das leis laborais
10-07-2010 com Lusa

O candidato presidencial Manuel Alegre considera que Portugal tem de se "opor a novas revisões das leis laborais", sugeridas pelo Presidente da República, Cavaco Silva. O Chefe de Estado “falou hoje (na sexta feira, no Fórum COTEC) da necessidade de ajustamentos do fator de trabalho, o que só pode ter, em meu entender, uma de duas leituras, ou as duas ao mesmo tempo: flexibilização dos despedimentos ou desvalorização salarial”, sustentou Manuel Alegre. "Não é o tipo de reformas de que a Europa precisa e muito menos o nosso país”, vincou. "É preciso combater o desperdício, mas o maior desperdício é o desemprego", disse ainda o candidato.
Oiça a intervenção de Manuel Alegre AQUI
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Alegre falava na sexta feira à noite em Coimbra, numa sessão de apoiantes à sua candidatura presidencial. “As leis laborais já foram revistas, mas, neste momento, a sua revisão só pode significar flexibilização, enfraquecimento dos direitos dos trabalhadores e isso é contrário aos princípios consagrados na Constituição da República”, porque esta “não é neutra e protege o elo mais frágil da relação laboral, que são os trabalhadores”, advogou Manuel Alegre.

O candidato assegura que não é neutro na sua candidatura a Belém e que, por isso, quer ter consigo “todos os que acreditam na democracia, não apenas política mas também económica, social, ambiental e cultural", e em que “os direitos sociais são inseparáveis dos direitos políticos”.

Para Alegre, o Presidente da República jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição e deve ter opinião”, pelo menos enquanto ocupar o cargo, não só sobre “regras formais, mas também de conteúdo". “Lutarei para que os direitos socais desta Constituição sejam intocados”, prometeu, advogando que se se “tocasse na escola pública, no Serviço Nacional de Saúde, na Segurança Social, não se estaria a rever a Constituição”, estar-se-ia a “rever e a subverter a própria democracia”.