"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre sobre a "golden share" do Estado na PT:
"Não queremos o mercado acima do Estado, não queremos o bezerro de ouro"
10-07-2010 Lusa

O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje “o Governo fez bem” em ter “usado a ‘golden share’ (direitos especiais) no caso PT/Telefónica e que também “fará bem em não acatar a decisão do tribunal europeu”. Para Manuel Alegre, trata-se de "uma decisão declarativa e não impositiva”, devendo “o Governo usar todos os meios ao seu alcance” para “continuar a defender um interesse estratégico da economia portuguesa”.
Veja a intervenção de Manuel Alegre AQUI

Recorde-se que o Tribunal de Justiça da União Europeia considerou na quinta feira que a detenção de 'golden shares' por parte do Estado português na Portugal Telecom "constitui uma restrição não justificada à livre circulação de capitais.

O candidato referiu que “aquilo que se passa agora”, com este problema, é o mesmo que se passou em Espanha, quando o Estado deste país “usou um veto para impedir uma fusão da Telefónica” espanhola.

Manuel Alegre, que falava ontem em Coimbra numa sessão com apoiantes e durante a qual apresentou os mandatários da sua candidatura no distrito, apelou, por isso, para que se atente na forma como o caso é tratado em Espanha. “Aconselharia toda a gente”, incluindo “os nossos jornalistas”, a seguirem “com atenção” o tom, “muito perto do nacionalismo exacerbado”, com que, no país vizinho, se “defendem os interesses da Telefónica espanhola”.

Manuel Alegre disse que em Portugal “certos comentadores parecem tomar o partido da Telefónica contra os interesses de uma empresa portuguesa” e “parecem regozijar-se e aplaudir uma decisão que prejudica o interesse nacional”.

Segundo o candidato presidencial há quem em Portugal se “ajoelhe perante o bezerro de ouro, perante o mercado, considerando-o como o Deus”. "Nós não queremos o bezerro de ouro, não queremos o mercado acima do Estado”, afirmou. “Eu não quero Portugal numa posição seguidista” em relação a uma Europa em que “impera o valor do mercado e dos especuladores financeiros” e em que “o império dos mercados se sobrepõe à própria democracia de cada país”, acentuou.

Alegre lembrou que quando Portugal “aderiu à Europa, aderiu a uma Europa democrática, com coesão social e com um projeto de cidadania”, e não a “uma Europa regida por uma lógica monetarista”.