"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Daniel Sampaio, Maria de Belém, Manuel Alegre e C. Sakellarides
Daniel Sampaio, Maria de Belém, Manuel Alegre e C. Sakellarides
Manuel Alegre e Constantino Sakellarides
Manuel Alegre e Constantino Sakellarides
Manuel Alegre no jantar temático sobre a Saúde:
"O Serviço Nacional de Saúde é a conquista mais profunda da democracia portuguesa"
08-07-2010 Lusa

O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje que a preservação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) será uma das suas bandeiras e um dos objetivos essencial da sua campanha, dizendo que, pessoalmente, não vê necessidade de uma revisão constitucional.

As declarações de Manuel Alegre foram proferidas no início de um encontro com cerca de 30 personalidades na área da saúde, entre os quais professores universitários, diretores hospitalares e especialistas com carreira relevante no sistema público de saúde.
“Venho aqui sobretudo para ouvi-los, quando se sabe que o Serviço Nacional de Saúde presta cuidados a 80 por cento da população portuguesa, é a conquista mais profunda da democracia portuguesa e, em época de crise, é mais necessário do que nunca”, frisou o candidato presidencial.

Tendo ao seu lado os mandatários nacional, Maria de Belém, e de Lisboa, Daniel Sampaio, Manuel Alegre frisou que a Constituição da República tem de ser cumprida e que o Serviço Nacional de Saúde tem de ser “preservado, defendido e valorizado”. A defesa do SNS “é uma das minhas bandeiras e um dos objetivos essenciais da minha campanha". "Não pode ser posto em causa de maneira nenhuma e, aliás, não vejo qualquer necessidade de se fazer uma revisão constitucional, embora isso seja uma questão dos deputados”, declarou Manuel Alegre.

Depois, o diretor da Escola de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, Constantino Sakellarides, considerou a “liberdade uma ideia central do sistema de saúde”. “Não pode haver medo da liberdade de escolher num sistema de saúde moderno e, naturalmente, o que liberta é o conhecimento e a informação. O nosso cidadão tem de ser preparado para fazer escolhas mais inteligentes, escolhas baseadas no conhecimento”, sustentou o ex-diretor geral de Saúde.

Constantino Sakellarides defendeu que um candidato presidencial em Portugal “deve fazer vingar a afirmação daquilo que o país vale na saúde e não deixar-se impressionar pela dimensão geográfica do país”. “Entendo também que a inclusão é um aspeto fundamental na saúde. Não podemos transformar discrepâncias em processos de mudança em desigualdades crónicas”, advertiu o diretor da Escola de Saúde Pública.

Constantino Sakellarides assinalou que Portugal “tem desigualdades crónicas na saúde” e que o país “tem de ser mais igual na saúde”. “A inclusão faz-se através de um cidadão mais informado e mais capaz de compreender as opções. As ideias centrais que há para o sistema de saúde casam muito bem com os valores do candidato presidencial Manuel Alegre”, concluiu.