"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Notícias
Alegre em “Presidência sombra”
02-07-2010 H.P, Sol

Candidato presidencial está a ouvir o país. E a cumprir uma agenda afinada, que contrasta com o tipo de campanha de 2006.
É uma espécie de “presidência sombra”. Manuel Alegre vai estar em campo até Agosto a reunir com especialistas, a visitar o país, a ouvir as pessoas. Esta semana o tema é a Economia, para a semana será a vez da Saúde.

Há dias certos para tudo. Quarta-feira, jantar com os especialistas. Quinta e sexta, visitas a instituições. Um esquema afinado e rigoroso, que contrasta bem com a campanha que o ex-deputado fez em 2006, altura em que avançou contra o candidato oficial do PS, Mário Soares, e em que não dispunha de um staff de candidatura experiente nem da retaguarda de um aparelho partidário.

Manuel Alegre, que acusou recentemente Cavaco Silva de estar a usar as suas funções presidenciais para fazer campanha, decidiu usar as armas de que um Presidente dispõe.

“O candidato quer conhecer as situações reais e ouvir as pessoas. A ideia de ouvir e de proximidade é fundamental”, afirmou ao SOL o director de campanha de Manuel Alegre, Duarte Cordeiro.

Certo é que o candidato presidencial, que tem o apoio do PS, do BE e da Renovação Comunista, não concluirá no final da sua ronda pelo país que a situação é “insustentável”, tal como Cavaco Silva disse há dias e que motivou uma crítica imediata de Alegre: “Ao Presidente da República cabe, não palavras de depressão que desmobilizem os portugueses, mas uma palavra de confiança”.

Quarta-feira à noite, à entrada para a reunião com os economistas, o candidato presidencial explicou querer sobretudo “ouvir” os que “estudam os problemas económicos, não só numa perspectiva estreita do país, mas também da Europa e do mundo”.

Alegre, o político que sempre disse que a ele “ninguém cala”, quer passar uma mensagem clara ao eleitorado; ele, candidato presidencial, também sabe ouvir – como um Presidente.