"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre critica silêncios de Cavaco
"Não podemos pôr o novo bezerro de ouro acima do país e da democracia"
02-07-2010 com Lusa
“Eu não sou economista e sei muito pouco de finanças, mas tenho uma outra visão da economia e não quero na Presidência da República alguém que tenha a superstição dos mercados, que aceite uma posição de subserviência em relação aos mercados, que não diga uma palavra quando o Governo toma uma atitude justa que é a de vetar um negócio que punha em causa grandes interesses nacionais”, afirmou Alegre esta tarde, na inaguração da sede da sua campanha presidencial no Porto. Oiça o discurso AQUI

O socialista considera que a crise que Portugal está a "viver mostra que o mercado entregue a si mesmo gera desigualdades e pode gerar crises de consequências incalculáveis”, defendendo a economia de mercado com regulação, com intervenção do Estado. “Nós não podemos pôr o culto do mercado, a religião do Estado, esse novo bezerro de ouro, acima dos interesses estratégicos do nosso país e acima do próprio funcionamento da nossa democracia”, alertou.

Manuel Alegre criticou ainda o silêncio do Presidente da República sobre o cenário de revisão constitucional. «Tenho ouvido o senhor Presidente pronunciar-se sobre tantas coisas, lamento não ter ouvido uma opinião sobre a próxima revisão constitucional ou sobre alguns daqueles aspectos que alguns pretendem por em causa na próxima revisão constitucional, se chegar a haver», referiu Manuel Alegre.