"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Esta tarde no Porto
Manuel Alegre avisa que Cavaco Silva pode perder
02-07-2010 com Lusa

O candidato presidencial Manuel Alegre deixou hoje várias críticas a Cavaco Silva na inauguração da sede campanha no Porto, avisando que esta pode ser “a primeira vez para um Presidente da República que se recandidata” perder as eleições. No discurso de inauguração da sua primeira sede de campanha, a do Porto, o socialista salientou que esta “vai ser uma batalha difícil” mas alertou que em democracia não há vencedores antecipados.

“Uma eleição não é uma coroação e eu estou farto de ouvir dizer que normalmente um Presidente da República que se recandidata normalmente ganha. Mas há sempre uma primeira vez e vai haver uma primeira vez para um presidente que se recandidata e que se calhar vai perder as eleições”, advertiu.

Manuel Alegre disse que candidata novamente “para exercer os poderes presidenciais tal como eles estão definidos na Constituição”, considerando que o Presidente deve ser “um moderador, um mobilizador, um intérprete da vontade nacional” e “alguém que contribua para a resolução dos problemas e não uma fonte permanente de conflitos”, numa crítica a Cavaco Silva. “Nós também precisamos de alguém que tenha uma visão mais aberta do problema das liberdades, do problema da luta contra as discriminações. Alguém que pelo menos tenha a coragem de assumir os seus valores e não se desculpe com a situação de crise em que está o país”, realçou.

O candidato pelo PS e BE às eleições presidenciais de 2011 afirmou ainda que “é essencial mobilizar os jovens desta geração da precariedade para a causa pública” e para a política. “No outro dia fez-se aí um roteiro muito bonito e alguém pedia aos jovens: tenham coragem e sejam empreendedores. Mas como é que eu vou dizer a um jovem que está desempregado, que anda de estágio em estágio sem remuneração que tenha coragem e seja empreendedor. Isto é uma mistificação, isto é uma mentira”, condenou Alegre, apontando de novo as suas acusações para o atual Presidente da República.

“Aquilo que é essencial é saber que país nós vamos querer depois das eleições presidenciais e se vamos permitir que a direita portuguesa realize o seu velho sonho de ter uma maioria, um Governo e um Presidente da República. Eu estou aqui para dizer que isso não vai ser possível”, sublinhou. O poeta apelou à união e à mobilização porque considera que “da próxima eleição para a Presidência da República vai depender o futuro de Portugal”, acrescentando que “é preciso na Presidência da República alguém que não confunda a nação com a economia, que não veja Portugal como um manual de finanças e de economia”.