"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre após jantar com economistas:
"Há soluções para a crise, mas implicam uma grande reforma na Europa"
01-07-2010 com Lusa

"Há soluções para a crise, para Portugal e para a Europa, mas soluções que implicam uma grande reforma na Europa”, declarou Manuel Alegre aos jornalistas no final de um jantar ontem realizado em Lisboa, onde foi analisada por 16 economistas e professores universitários a situação económica nacional e mundial. Manuel Alegre defendeu a necessidade de avanços na coordenação económica europeia, maior regulação financeira e a criação de mecanismos de solidariedade.

No final do encontro, Manuel Alegre disse que entre o grupo de economistas houve um debate plural, “mas com uma grande convergência". "Por trás desta crise há problemas de natureza política, cultural, ideológica e civilizacional. É isso que também está em jogo, quer na crise portuguesa, quer na crise europeia e mundial", sustentou.

Segundo Manuel Alegre, o dilema da União Europeia é o seguinte: "ou este programa de austeridade imposto pela direita liberal europeia, que pode implicar um grande retrocesso civilizacional; ou a reforma da União, com maior coordenação económica, maior regulação financeira e a criação de mecanismos de solidariedade.

Rever a Constituição para alterar direitos sociais “subverte a democracia”

Interrogado sobre a eventual perspetiva de uma maior flexibilização no mercado de trabalho em Portugal, Manuel Alegre salientou que as leis laborais já foram alteradas.
“Aquilo que ouvi da parte do primeiro ministro e do ministro da pasta foi que essa alteração já tinha sido feita. E não apoio essa alteração”, vincou.

Manuel Alegre afirmou depois que Portugal tem uma Constituição da República, sustentando que “um Presidente da República candidata-se para defender os princípios fundamentais” de ordem constitucional. “A democracia não é apenas um conjunto de regras formais, mas também um conjunto de direitos e liberdades políticas, de direitos sociais, que na nossa Constituição estão consagrados como direitos humanos fundamentais. Rever a Constituição no sentido de alterar alguns desses direitos, nomeadamente no que se refere à escola pública, ao Serviço Nacional de Saúde ou à segurança social será não rever a Constituição, mas rever e subverter a democracia”, advertiu.