"Nada está adquirido, tudo está a andar para trás muito depressa"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em homenagem a Manuel Tito de Morais:
"Ele era o Partido Socialista antes de o Partido Socialista o ser"
30-06-2010 com Lusa

O candidato presidencial e histórico socialista Manuel Alegre definiu hoje o fundador do PS Manuel Tito de Morais como um "socialista praticante", que já "era o Partido Socialista antes de o Partido Socialista o ser".

Manuel Alegre falava durante a inauguração da estátua a Manuel Tito de Morais, concebida pelo escultor Francisco Simões, junto à sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa. “Era um socialista praticante. Em Argel, no exílio, em Roma, aqui”, afirmou Manuel Alegre, considerando que a vida de Tito de Morais “se confunde com a história da resistência anti-fascista e com a história da luta pela construção da Democracia em Portugal”.

O candidato à Presidência da República recordou que conheceu Tito de Morais em Argel, “ainda não havia Partido Socialista, mas ele já era o Partido Socialista, era o Partido Socialista antes de o Partido Socialista o ser”. “A porta da sua casa estava sempre aberta” recordou ainda Manuel Alegre, para quem Tito de Morais “ficou sempre como uma grande consciência crítica e moral do Partido Socialista, uma espécie de guardião do templo”. O escritor recordou que Tito de Morais era muito apegado aos símbolos, pois achava que “quando se queria mudar os símbolos queria-se mudar os princípios, lembrando que “fez grandes sarilhos quando se quis mudar o emblema” do PS. “Ele era o homem da bandeira vermelha, o homem do punho no ar”, disse ainda.

Dirigindo-se a Pezzarat Correia, ex-capitão de Abril, Alegre recordou: “Ele e eu suspendemos o mandato na Assembleia da República para não votarmos a primeira revisão constitucional e sermos fieis a um acordo que tinha sido feito com os militares de Abril para que, antes da votação, fosse prestada uma homenagem aos militares que cumpriram o programa do MFA, restituindo o poder aos eleitos democraticamente pelo povo português”.

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, sublinhou, ser “um dever do município proporcionar que o espaço público, que as ruas, os jardins, as vias onde as pessoas circulam sejam uma escola aberta para que todos possam conhecer”. Numa cerimónia em que estiveram presentes familiares, amigos e camaradas de Tito de Morais, Costa manifestou a “dívida de gratidão” da sua geração para com a geração de Manuel Tito de Morais, e frisou que “a liberdade, a Democracia, a Europa, não são dados adquiridos”.