"Se publicasse as memórias, lá apareceria o Kurika como companheiro"
Manuel Alegre
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Crise financeira
Manuel Alegre apela à responsabilidade, solidariedade nacional e novas regras na UE
28-04-2010 PMF, Lusa

O candidato presidencial Manuel Alegre considerou hoje que o atual momento financeiro exige uma atitude de responsabilidade e de solidariedade nacional, defendendo a definição de regras na União Europeia e uma mudança de atitude da Alemanha.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre, que formaliza a sua candidatura presidencial a 04 de maio em Ponta Delgada, afirmou que o atual momento exige "responsabilidade e solidariedade nacional perante um movimento especulativo que, sendo injusto para o nosso pais, não é só contra nós".
"É contra o euro", acrescentou, antes de aludir à situação de competição nos mercados monetários mundiais entre o euro e o dólar.
"A possibilidade de o euro poder substituir o dólar nos pagamentos internacionais incomoda muita gente. Esta situação exige uma definição de regras na União Europeia, maior coordenação, mais solidariedade e também uma mudança de atitude da Alemanha", disse.
Neste contexto, Manuel Alegre referiu que a Alemanha "já esteve à beira de uma condenação por ultrapassagem do défice e, nessa altura, foi salva pelo voto português".
"O que se está a passar é sobretudo um problema da União Europeia, que exige uma grande reflexão", sustentou, fazendo depois uma crítica à atual influência das agências de 'rating'.
"É bom lembrar que estas agências de 'rating' podem enganar-se e não são juridicamente responsáveis", apontou o ex-vice presidente da Assembleia da República.

Interrogado sobre como encarou a reunião de hoje, em São Bento, entre o primeiro ministro, José Sócrates, e o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, o candidato presidencial considerou "natural que haja uma troca de impressões e uma conjugação de esforços para fazer frente à situação".

"Mas é difícil que o país sozinho possa resolver uma situação que é sobretudo da União Europeia", advertiu Manuel Alegre.

A agência de notação financeira Standard & Poor's cortou terça feira em dois níveis o rating de longo prazo da dívida portuguesa de A+ para A-.