"A grande poesia não cabe num tweet"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Luanda sobre o PEC:
“A Europa é uma soberania partilhada, não pode ser uma restrição à soberania”
09-03-2010 Lusa

"A Europa é uma soberania partilhada mas não pode ser uma restrição à soberania própria de cada país" afirmou Manuel Alegre à Lusa em Luanda, no último dia da sua visita privada a Angola. A propósito do PEC, Manuel Alegre, embora salvaguardando que ainda "conhece pouco" do documento, sublinhou: "Estar na Europa não significa uma diluição nacional, pelo contrário obriga a ter uma maior consciência do nosso papel como Nação."

Num contexto de confronto com as exigências impostas para a recuperação do défice, nomeadamente através do PEC agora apresentado em Lisboa, Alegre alertou: "Com aquilo que está a ser exigido à Grécia e vão exigir ainda mais e que querem exigir a Portugal, é muito difícil que as democracias possam resistir...". "Com os três por cento do défice, querer acabar com o Estado social, com os serviços públicos, reduzir os salários, manter a precariedade, desregular as relações sociais, isso pode produzir resultados catastróficos", disse.

Decisão final sobre candidatura a Belém não depende de apoios
Manuel Alegre evitou falar da sua candidatura à Presidência da República, mas garantiu que a decisão final não depende de apoios "deste ou daquele". Em entrevista à Lusa, RTP, Sol e ao jornal angolano Novo Jornal, Manuel Alegre disse já ter "os sinais suficientes" para tomar uma decisão, até porque já foi a votos uma vez "sem sinais nenhuns" e ficou a 29 mil votos de uma segunda volta. Lembrou já ter afirmado "uma disponibilidade" e que, a seguir a isso, "verificaram-se determinados acontecimentos, apoios expressos, a criação de uma dinâmica, mas antes da decisão final há vários factores a ponderar", mas "se for lá (a votos)", é para "disputar em condições de igualdade a vitória".

Questionado se o momento difícil que o país vive é o mais indicado para uma candidatura, Manuel Alegre defendeu que "é nas horas difíceis que se conhecem os homens e os líderes políticos, é nas horas difíceis que os países precisam de lideranças fortes". "É fácil tomar decisões quando tudo é fácil, mas é nas horas difíceis que se conhece o carácter das pessoas e se conhecem os líderes políticos", notou.