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António José Seguro antecipa-se à direcção do PS e coloca-se ao lado da candidatura de Manuel Alegre
20-01-2010 Luciano Alvarez, Público (excerto)

O deputado e dirigente do PS António José Seguro colocou-se ontem ao lado dos que não esperaram por uma decisão da direcção socialista para manifestar a sua satisfação pela candidatura presidencial de Manuel Alegre. Num debate na SIC-N, Seguro, que integra a Comissão Política do PS e é considerado no interior do partido como um dos candidatos à sucessão de José Sócrates, saudou a disponibilidade de Alegre e considerou-a "muito estimulante" pela forma como o poeta "apresenta as suas ideias" e como "corporiza um sentimento de esperança".

Questionado se espera que a direcção do PS apoie Alegre, António José Seguro lembrou que o partido já afirmou que haverá um momento para esse anúncio, mas disse esperar que a decisão "potencie a posição do PS e não a limite".

Uma opinião bastante diferente da manifestada por António Vitorino, na noite de segunda-feira, no espaço de opinião que tem na RTP 1. O socialista e conselheiro de José Sócrates não acredita que uma candidatura de Manuel Alegre encostada à esquerda seja suficiente para ganhar a Presidência da República, defendendo que, sem o apoio do centro, Alegre não terá condições para vencer as eleições.
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Manuel Alegre, contactado pelo PÚBLICO, não quis comentar as declarações de Vitorino. Referiu, porém, que o anúncio da sua candidatura foi recebido "com bastante" entusiasmo e que estão a ser "constituídos núcleos de apoio espontâneos um pouco por todo lado". O próximo jantar organizado pelos seus apoiantes está marcado para dia 31, no Porto e, entretanto, foi anunciado novo encontro, a 17 de Fevereiro, em Coimbra.

Quem também já se colocou ao lado de Alegre foi a eurodeputada socialista Ana Gomes, que considera que o PS não tem alternativa. Ana Gomes defende que as eleições presidenciais não podem dividir o partido. Já com o apoio de vários autarcas e de dirigentes do PS (Vera Jardim, Carlos César, Francisco Assis, Maria de Belém e agora Seguro), restam cada vez menos hipóteses a Sócrates para agradar àqueles que no PS, especialmente à ala soarista, defendem um nome alternativo ao do poeta.