"Se publicasse as memórias, lá apareceria o Kurika como companheiro"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre hoje no Porto
“Não serei candidato em nome de nenhum partido. Serei candidato por Portugal.”
31-01-2010

“Se alguma dúvida tinha em relação a uma eventual recandidatura, o que acima de tudo me decidiu foi a obrigação de lutar com todas as forças para que as novas gerações recuperem a confiança em si mesmas, no seu futuro e no seu país” disse Manuel Alegre esta tarde no almoço comemorativo do 31 de Janeiro promovido pelo MICporto.
Leia discurso integral AQUI

Discurso do 31 de Janeiro no Porto - 1ª parte

“Se alguma dúvida tinha em relação a uma eventual recandidatura, o que acima de tudo me decidiu foi a obrigação de lutar com todas as forças para que as novas gerações recuperem a confiança em si mesmas, no seu futuro e no seu país” disse Manuel Alegre esta tarde no almoço comemorativo do 31 de Janeiro promovido pelo MICporto.

Discurso do 31 de Janeiro no Porto - 2ª parte

Para Manuel Alegre, “instalou-se a percepção de que não vale a pena sonhar, não vale a pena ter mérito, não vale a pena ter talento, não vale a pena ser sério e trabalhador, porque nada disso importa, nada disso é recompensado". "Este, considerou, é o drama do nosso tempo e da nossa juventude.” A resposta, reconhece, “não é fácil” e passa pela “integridade, decência, independência e coragem.”

Sobre a sua candidatura, Alegre afirmou, numa das frases mais aplaudidas: “Não serei candidato em nome de nenhum partido. Serei candidato por Portugal e pela necessidade de dar uma nova esperança à democracia portuguesa.”

Alegre falou da crise que atravessamos para assinalar que "o endividamento não é uma mera questão financeira resolúvel por soluções tecnocráticas, é sobretudo uma questão cultural e cívica", numa referência à dívida da banca, das empresas e das famílias, "aliciadas e induzidas, por formas muitas vezes agressivas, a recorrerem ao crédito e a consumirem."

Manuel Alegre recordou que tem "orgulho nos combates" que travou pelo PS, mas considerou "irónico que alguns, que estavam do outro lado da barricada nas horas mais difíceis (...)venham hoje (...) fazer a defesa dos supostos interesses do PS, ao mesmo tempo que parecem esquecer quem é o verdadeiro adversário".

Numa alusão a posições de Cavaco Silva, Manuel Alegre afirmou ainda que "seria bom que na Presidência da República houvesse uma visão mais aberta e defensora das liberdades, da igualdade e do respeito pelas minorias." "A tolerância, disse, passa desde logo por não querer impor, em leis gerais da República, dogmas ou juízos de censura moral e religiosa."

Alegre concluiu a sua intervenção afirmando que não é "refém de negócios, nem de interesses, nem de qualquer outro objectivo que não seja o de servir o meu país."