"Na televisão, os comentadores de futebol substituíram grandes figuras da literatura portuguesa"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre sobre o gesto de Alberto Martins em 1969:
"Pedir a palavra num país amordaçado foi um acto de libertação"
21-05-2019

“Pedir a palavra num país amordaçado é em si mesmo um acto de libertação” disse Manuel Alegre ontem na apresentação do livro Peço a Palavra, de Alberto Martins, que no dia 17 de Abril de 1969, ao pedir a palavra em nome dos estudantes de Coimbra em cerimónia presidida por Américo Tomás desencadeou a grande crise académica de 1969. “E não foi preciso dizer mais nada. O tabu tinha sido quebrado. E já não era só um a pedir a palavra. Eram milhares", salientou Manuel Alegre, frisando que “foi uma viragem histórica no movimento estudantil e na própria luta do povo português pela liberdade.”

Manuel Alegre recordou as crises académicas anteriores, desde a luta dos estudantes contra o Decreto-lei 40.900, de dezembro de 1956, que acabou por obrigar o governo a recuar, até à crise de 1962, em que pela primeira vez se criticou a guerra colonial.

Quanto à crise de 1969, que Alegre acompanhou no exílio, viria a culminar na final da Taça de Portugal no Jamor, entre a Académica e o Benfica, jogo que os encarnados ganhariam, mas cuja transmissão directa foi impedida pela ditadura, que temia o que aconteceu: um estádio inteiro transformado num monumental comício contra o regime. Como recordou Alberto Martins, o “Benfica ganhou a Taça, mas a Académica ganhou a História.”

Veja o texto de Manuel Alegre AQUI