"Nada está adquirido, tudo está a andar para trás muito depressa"
Manuel Alegre
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Dia 9 de Abril no Quartel do Carmo
Lançamento de "País de Abril"
03-04-2014

É já no dia 9 de Abril que é lançado em Lisboa, no Quartel do Carmo, o novo livro de Manuel Alegre, "País de Abril", uma antologia de poemas "que falam de Abril antes de Abril e de Maio antes de Maio". A apresentação do livro será feita por José Carlos de Vasconcelos e terá a participação de Manuel Freire e Francisco Fanhais.

Muitos anos antes do 25 de Abril Manuel Alegre escreveu sobre o País de Abril, Maio e os cravos vermelhos.

Nesta antologia há muitos poemas que falam de Abril antes de Abril e de Maio antes de Maio, em "Praça da Canção", editada em 1964, e em "O Canto e as Armas", de 1967.

Em "O Canto e as Armas" há, por exemplo, aqueles quatro versos de Poemarma que, decerto, anunciam o primeiro comunicado da Revolução:

"Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal."

Mas, também, em "Lisboa perto e longe", a estrofe que canta, sete anos antes, Lisboa na rua, de cravo vermelho na mão, no Primeiro de Maio de 1974:

"Lisboa tem um cravo em cada mão
tem camisas que Abril desabotoa
mas em Maio Lisboa é uma canção
onde há versos que são cravos vermelhos
Lisboa que ninguém verá de joelhos."