"Nada está adquirido, tudo está a andar para trás muito depressa"
Manuel Alegre
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Lançamento do livro "A sombra" de Manuel Alegre
24-03-2013
Comentário de Vasco Graça Moura

A Associação Socio-cultural Italiana de Portugal (ASCIP) promoveu no sábado passado no Porto, na Galleria Italiana da ASCIP, o lançamento de dois livros, “A Sombra” de Manuel Alegre e “para Manuel Alegre” de Hélia Correia e Jaime Rocha. Os livros, uma edição especial da editora Pulcinoelefante, foram apresentados por Eduardo Paz Barroso, Marco Fazzini, que ilustrou o livro “A sombra” e Catarina Figueiredo Cardoso.
O poema “A sombra”, de Manuel Alegre, do livro de poemas “Nada está escrito”, inspirou um texto de Vasco Graça Moura, em que este recorda, a pretexto de “A sombra”, que “em Manuel Alegre se combina uma longa tradição profundamente interiorizada da grande poesia portuguesa de todos os tempos com uma vocação lírica cujos impulsos se desdobram numa grande versatilidade de géneros e registos”.

Para Graça Moura, “na poesia de Manuel Alegre depara-se-nos uma peculiar relação da condição humana com todas essas dimensões, seja na humildade do quotidiano, seja no fôlego de uma projecção intemporal.”

Vasco Graça Moura acabou por ligar, como escreveu em carta a Manuel Alegre, “a sombra que perpassa no seu poema”(…), “já bem alheada daquela Senhora das Tempestades por cujos territórios intimidantes e terríveis jornadeou” com “a sombra desta alma um tanto ou quanto crepuscular e metafísica” mas que “de repente, volta a revigorar-se como matéria de palavras, no belo texto que a Hélia Correia e o Jaime Rocha” escrevem a respeito de Manuel Alegre e cuja última estrofe deu origem ao segundo livro apresentado no Porto, “para Manuel Alegre”.

Veja o poema de Hélia Correia e Jaime Rocha AQUI
Veja o texto de apresentação de Vasco Graça Moura AQUI
Veja a carta de Vasco Graça Moura a Manuel Alegre AQUI