"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
23-05-2020 Luciano Alvarez, Público

Manuel Alegre, Alberto Martins, Vera Jardim e Maria de Belém já tinham escrito uma carta aberta, há pouco mais de uma semana, insurgindo-se contra as alterações que o PS quer fazer à lei que atribui a nacionalidade portuguesa, por naturalização, a descendentes de judeus sefarditas portugueses. Agora que o PS alterou os pressupostos, mantendo a intenção de criar novas restrições, voltam à carga de forma mais dura.
Não aceitamos”, titula a carta que os quatro históricos socialistas enviaram ao Governo, ao PS e ao seu grupo parlamentar. “A alteração anunciada à lei em vigor, a avançar e a ser aprovada, é uma lei de ruptura no plano cultural e cívico. Uma ruptura com valores essenciais a que, nesta matéria, os presidentes Mário Soares e Jorge Sampaio souberam dar voz em nome de Portugal”, escrevem. Ler mais

*
05-05-2020 #CamõesIP #DiaMundialdaLínguaPortuguesa
Manuel Alegre, em tempos de emergência:
15-04-2020 com Lusa

"Com cada editora que fecha, e cada livraria que acaba, não é apenas um pouco de nós e do nosso passado que morrem, é também o futuro que se atrasa", escreveu o poeta num texto hoje divulgado pela Lusa. "E o futuro, conclui o escritor, passa por uma outra visão, uma nova cultura, mais livros.” Ler mais

*
29-03-2020

O poema Lisboa ainda de Manuel Alegre tem vindo a ser intensamente partilhado e divulgado. Amigos de várias línguas e países, a começar por Itália, traduziram-no e estão a partilhá-lo também. Aqui fica, num registo de Francisco Biscaia, "uma janela de esperança". Ler mais

Coronavírus
21-03-2020 Nuno Pacheco, Público on-line, 18:27

Manuel Alegre assinala o Dia Mundial da Poesia com poema inédito sobre a Lisboa que, perante a pandemia, “em cada rua deserta/ ainda resiste”. Publicado no Facebook, o poema já chegou a mais de 400 mil pessoas. Ler mais

*
Publicado no facebook de Manuel Alegre escritor
20-03-2020

Este poema de Manuel Alegre, escrito no dia 20 de março, começou a circular no facebook de Manuel Alegre escritor nesse mesmo dia, às 15:07. Ler mais

*
Manuel Alegre ao DN, num 25 de Abril em tempo de pandemia:
25-04-2020

Em importante entrevista ao DN, Manuel Alegre reitera a importância desta data: “É natural, legítimo e necessário que neste período em que vivemos a Assembleia celebre o 25 de Abril”. “Seria muito estranho que em pleno estado de emergência fechasse nesse dia, que é precisamente o dia fundador da liberdade.” Ao longo da entrevista, o escritor interroga-se sobre o futuro: “Não tenhamos ilusões, nada vai ser como era antes”. “Quando hoje se fala de retoma, diz ainda, existe uma ideia de que tudo voltará ao mesmo” mas “não vai ser assim; há hábitos, gestos e atitudes de proximidade que serão diferentes, bem como os comportamentos cívicos e culturais, e o mesmo acontecerá na economia”. Para Manuel Alegre, “não é só a economia e a saúde que estão a sofrer prejuízos incalculáveis, é um modo de vida que acabou. Sabemos o que está a acabar, desconhecemos o que irá nascer.” Alegre insiste na dimensão cultural desta emergência, já que “a cultura está a sofrer muito”, “as livrarias e as editoras estão fechadas e os escritores têm os seus livros parados”, tal como “os teatros, os atores e os músicos”. “Os poderes públicos, defende, deveriam ter uma grande preocupação com o setor da literatura, que é essencial, bem como com outras formas de arte”. Para o escritor, o facto de a primeira loja a abrir em Itália ter sido uma livraria, a livraria Feltrinelli, "tem valor simbólico grande e é inspirador.”
Ver entrevista na íntegra AQUI Ler mais

*
Manuel Alegre em entrevista ao Observador:
17-04-2020 Observador, programa Vichyssoise

Em importante entrevista ao Observador, Manuel Alegre fala da pandemia e da incerteza deste combate, “porque não sabemos quem é o inimigo nem como acaba”. Defende, contrariando Ramalho Eanes, que “o estado de espírito dos mais velhos deve ser idêntico ao estado de espírito dos mais jovens – resistir, lutar pela vida, defenderem-se." Sobre o futuro, Alegre lembra que "quando há grandes rupturas históricas”, “os comportamentos alteram-se e a própria visão do mundo se altera”, e confessa: “Eu ainda não vi ninguém, pelo menos nestas reuniões com os académicos e os economistas, com uma visão diferente. Pensa-se como se tudo fosse ser igual, acho que não vai ser igual.”
Veja a entrevista na íntegra AQUI Ler mais

*
Na RTP1, lendo o poema A Fala
05-05-2020 RTP 1

No primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa, Manuel Alegre leu na abertura do Jornal da Tarde da RTP1 o poema "A Fala" do livro "Sonetos do Obscuro Quê".
Veja AQUI
Leia o poema AQUI Ler mais

Manuel Alegre no Dia 25 de Abril
25-04-2020


"...é precisa (mais que tudo) a poesia." Ler mais

31-03-2020 #LisboaAinda #ManuelAlegre


"Uma melodia deu o mote para uma canção colectiva sobre o poema Lisboa Ainda, de Manuel Alegre. De todos para todos"

Violino - Ravena Carvalho
Guitarra - André Santos
Contrabaixo - António Quintino
Voz - Joana Alegre Ler mais

Manuel Alegre ao jornal i
15-04-2020 jornal i (excertos)

A dez dias do 25 de abril e quando o parlamento equaciona o formato da cerimónia, Manuel Alegre frisa ao jornal i que o que importa é recordar a data no momento difícil que vive o país: “O 25 de Abril celebra-se sobretudo, neste momento, lutando contra o coronavírus (...) Os capitães de Abril, neste momento, são os profissionais de saúde”, declarou o poeta. Manuel Alegre está em isolamento social, como uma parte substancial da população, e aproveita para deixar um desabafo e um apelo: “Estou em reclusão, mas estar em casa também é uma forma de resistência. Celebrarei o 25 de Abril à minha maneira. Estar em casa também é uma forma de resistência, porque ninguém pode desistir. Tenha-se a idade que se tiver, ninguém pode desistir. E aquilo que é preciso dizer neste momento é: viva a vida!”, concluiu. Ler mais

*
Manuel Alegre, poema escrito em 20 de março de 2020
20-03-2020

Lisboa não tem beijos nem abraços
não tem risos nem esplanadas
não tem passos
nem raparigas e rapazes de mãos dadas
tem praças cheias de ninguém
ainda tem sol mas não tem
nem gaivota de Amália nem canoa
sem restaurantes sem bares nem cinemas
ainda é fado ainda é poemas
fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa
cidade aberta
ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste
e em cada rua deserta
ainda resiste.

Manuel Alegre Ler mais

Arquivo 2005-2009
Discurso Directo
*
24-05-2020

Maria Velho da Costa foi uma voz inconfundível na vida e na escrita em Portugal. Assumidamente feminista, escreveu com Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno, em 1972, “Novas Cartas Portuguesas”, livro arrojado que imediatamente foi proibido pela ditadura. O processo movido contra “as três Marias” ultrapassou as fronteiras e fez delas um símbolo da luta pela liberdade e pelos direitos das mulheres. Mas Maria Velho da Costa já tinha iniciado a sua obra nos anos 60, consagrada com “Maina Mendes”, um romance com que inicia o seu papel inovador na escrita portuguesa, reconhecido internacionalmente com a atribuição, em 2002, do Prémio Camões. Devemos-lhe todos o que fez pela escrita, pela língua, pelas mulheres e pela liberdade. Pessoalmente, não esqueço o seu apoio solidário às minhas duas candidaturas presidenciais.

Manuel Alegre Ler mais

Discurso Directo
Artigo de Manuel Alegre, Alberto Martins, Maria de Belém Roseira e José Vera Jardim
23-05-2020

A propalada alteração “cirúrgica” à lei que atribui a nacionalidade portuguesa, por naturalização, a “descendentes de judeus sefarditas portugueses, actualmente em elaboração na Assembleia da República, conduz na prática à revogação da Lei Orgânica n.º1/2013, de 29 de Julho. Ao impor elementos não especificados que comprovem uma ligação actual a Portugal esta alteração pode significar tudo e o seu contrário, mas sobretudo a denegação do princípio matricial do jus sanguinis.

E esquece a natureza e os antecedentes da lei de 2013. O projecto de lei que lhe deu origem, por iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Socialista de então, foi apresentado e discutido em Sessão Plenária da Assembleia da República em conjunto com um outro apresentado pelo CDS/PP sobre a mesma matéria. Teve como principal objectivo concretizar a reparação histórica de atrocidades sangrentas e vis, sem paralelo, que perduraram séculos, dirigidas contra um povo que foi expulso da terra onde habitava e que era sua “antes de haver nome Portugal”.

Depois de uma ampla e participada discussão pública na especialidade, o projecto foi aprovado por unanimidade e Portugal louvado pela forma elevada como demonstrou de forma inequívoca, a sua vontade genuína de condenação das perseguições contra os judeus que tão funestas foram para o nosso país. O estabelecimento da Inquisição em Portugal só foi possível porque D. Manuel I soçobrou à vontade de soberanos estrangeiros, os Reis Católicos.

Foi inesquecível, para quem a viveu, a sessão plenária na qual teve lugar a votação final do diploma, com aplauso dos deputados e testemunho dos representantes diplomáticos de vários países.

Ignorar este percurso, argumentando com a cessação do regime que até há pouco vigorou em Espanha, e eventual pressão dos pedidos em Portugal, seria somar uma cedência a uma velha e vergonhosa cedência. E significaria atribuir prioridade a uma dificuldade administrativa do Governo em detrimento da resolução de uma questão de natureza civilizacional e cultural. Ler mais