(...) ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste / e em cada rua deserta / ainda resiste.
Manuel Alegre
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Coronavírus
21-03-2020 Nuno Pacheco, Público on-line, 18:27

Manuel Alegre assinala o Dia Mundial da Poesia com poema inédito sobre a Lisboa que, perante a pandemia, “em cada rua deserta/ ainda resiste”. Publicado no Facebook, o poema já chegou a mais de 400 mil pessoas. Ler mais

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06-03-2020

Publicado no livro Sonetos do Obscuro Quê, de 1993, e incluído no livro Sonetos, de 2019, este poema de Manuel Alegre, intitulado simplesmente "Vírus", é uma antevisão poética do que estamos a viver hoje.

Vírus

O buraco do ozono está nos versos
há um rio poluído um enfisema
a cidade morrendo-se e dois terços
da humanidade fora do poema

Há um vírus nas sílabas de Abril
um tóxico no ritmo e na palavra
há pássaros que trazem Chernobyl
e já não fala a água que falava

Na terza rima alteração genética
há uma aranha a cantar de cotovia
de pernas para o ar Hegel e a estética

Eis o inferno. E já não há Virgílio
para guiar-me a um reino de harmonia.
Por isso o meu cantar é outro exílio.

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18-03-2020

Morreu Pedro Barroso, um dos principais cantores de intervenção em Portugal. Homem generoso e solidário, exigente no seu trabalho, considerava-se “um artesão de canções” e espalhou a sua música por todo o país. Lutou pela democracia antes e depois de abril. Foi meu apoiante entusiasta na campanha presidencial de 2005/2006. Não me esqueço dele a aguentar sozinho o comício do Rivoli no Porto à espera que a sala enchesse. Obrigado, Pedro, pelo “mundo de abraços” que deixaste no teu percurso.
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Manuel Alegre, poema escrito em 20 de março de 2020
20-03-2020

Lisboa não tem beijos nem abraços
não tem risos nem esplanadas
não tem passos
nem raparigas e rapazes de mãos dadas
tem praças cheias de ninguém
ainda tem sol mas não tem
nem gaivota de Amália nem canoa
sem restaurantes sem bares nem cinemas
ainda é fado ainda é poemas
fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa
cidade aberta
ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste
e em cada rua deserta
ainda resiste.

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Manuel Alegre na ADFA:
21-11-2019

"Há um livro por escrever e que provavelmente nunca será escrito, afirmou Manuel Alegre na Conferência "A literatura da guerra colonial e a guerra colonial na literatura", promovida pela Associação Portuguesa de Deficientes das Forças Armadas no passado dia 21 de novembro. "Chamar-lhe-ia Livro do Silêncio", acrescentou o poeta, explicando: "Esse livro não está escrito. É o livro do silêncio de muitos silêncios feito. Está dentro de todos nós, os que andámos na guerra."
Veja a intervenção integral de Manuel Alegre AQUI Ler mais

Arquivo 2005-2009
Notícias
Publicado no facebook de Manuel Alegre escritor
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20-03-2020

Este poema de Manuel Alegre, escrito no dia 20 de março, começou a circular no facebook de Manuel Alegre escritor nesse mesmo dia, às 15:07. Ler mais