" e de tudo o que vi o que doeu / foi ver que se tentou mas que no fundo / mais desigual que nunca está o Mundo."
Manuel Alegre
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01-12-2020 RTP

O escritor Manuel Alegre recordou Eduardo Lourenço como uma figura que "faz parte de nós". O ensaísta morreu esta terça-feira, aos 97 anos. "É alguém que nos pensou como mais ninguém. Fez uma viagem por dentro de nós mesmos, na nossa relação connosco e na nossa relação com o mundo", disse Manuel Alegre em entrevista por telefone à RTP, no Jornal da Tarde.

Veja na íntegra AQUI Ler mais

Foto de António Pedro Ferreira
Manuel Alegre ao Expresso:
13-11-2020 Entrevista conduzida por José Mário Silva, Expresso

Contra o apagamento da memória, individual e coletiva, Manuel Alegre escreveu um poema-livro, sintonizado com os impasses do presente. Ao Expresso fala sobre “Quando”, mas também sobre eleições presidenciais — as americanas e as portuguesas. Ler mais

Em entrevista na TVI
21-07-2020 TVI


No dia em que o livro "As sílabas de Amália" está à venda nas livrarias, em entrevista a Manuel Luís Goucha, no programa "Você em directo"na TVI, Manuel Alegre fala de Amália, da pandemia "que não esperávamos" e das desigualdades, "outra forma de pandemia". Termina lendo um poema que escreveu sobre Amália quando estava hospitalizado no exílio e que mais tarde lhe ofereceu. Ler mais

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03-11-2020

O livro "As sílabas de Amália", com que Manuel Alegre homenageou Amália Rodrigues, está a ser alvo de segunda edição. Prova de que Amália, como o poeta reconheceu, "foi, excepcional e única, herdeira de um legado e de um dom, o dom de se dizer e nos dizer, Amália e um povo, a uma só voz". Ler mais

Presidenciais 2021
09-11-2020

Um dia depois de a direcção do PS não indicar aos seus militantes qualquer apoio a um candidato às presidenciais de janeiro do próximo ano, Manuel Alegre declarou apoiar Ana Gomes. Veja as razões da sua opção AQUI. Ler mais

Manuel Alegre ao DN:
Entrevistado por João Céu e Silva
21-11-2020 DN

Em três dezenas de páginas, o poema intitulado 'Quando' faz um primeiro exame da opressão vivida devido à pandemia enquanto questiona os modelos políticos, económicos e sociais que a história arquivou na categoria de falhanços. Manuel Alegre não despe o seu lado político, mas nestes versos “eleva” o Twitter à categoria de Deus e de como as novas tecnologias iludem os que se “incomunicam” através delas. Ler mais

Foto de José Carlos Carvalho
Manuel Alegre ao JL sobre o novo livro "Quando"
Entrevista conduzida por Luís Ricardo Duarte
04-11-2020 JL, nº 1307, de 4 a 17 de novembro de 2020

É uma viagem íntima e um grito de revolta. Quando, o seu novo e “inesperado” livro, um longo poema que chega para a semana às livrarias, tem a marca das lutas que caracterizam o seu percurso. Mas é acima de tudo uma reflexão sobre a vida e o lugar da poesia num mundo globalizado em que “a libertação da palavra poética pode vir a ser uma das últimas formas de resistência”. Um canto em busca de uma nova toada que o JL revela e antecipa, pré-publicando a última secção do poema, “lido" por Paula Morão, e entrevistando o autor, Prémio Camões em 2017, e com numerosas outras distinções, figura histórica da resistência à ditadura, da democracia e do PS, e duas vezes candidato à Presidência da República. Ler mais

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Manuel Alegre sobre o Prémio Camões para Aguiar e Silva:
03-11-2020 Manuel Alegre

A atribuição do Prémio Camões a Vítor Manuel de Aguiar e Silva, o “mestre completo” de que falou Maria Helena da Rocha Pereira, é o justo reconhecimento do nosso maior camonista e teórico de literatura. Profundo conhecedor dos clássicos, Vítor Manuel desenvolveu o estudo da poesia de Camões em ensaios como “Camões: Labirintos e Fascínios”, “A Lira Dourada e a Tuba Canora”, “Jorge de Sena e Camões” ou no mais recente e extraordinário “Dicionário de Luís de Camões”, que concebeu e coordenou. Ler mais

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Intervenção de Manuel Alegre na Academia das Ciências
13-10-2020 Manuel Alegre

Quando Amália canta “Erros meus, má fortuna, amor ardente”, não está apenas a interpretar Camões, está a falar de si mesma e de todos nós, de um destino pessoal e colectivo, um país e um povo. Do mesmo modo que ao perguntar-se “com que voz cantarei meu triste fado”, está a restituir à palavra fado o sentido quase mágico que lhe dava Camões. Ler mais

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Manuel Alegre, poema escrito em 20 de março de 2020
20-03-2020

Lisboa não tem beijos nem abraços
não tem risos nem esplanadas
não tem passos
nem raparigas e rapazes de mãos dadas
tem praças cheias de ninguém
ainda tem sol mas não tem
nem gaivota de Amália nem canoa
sem restaurantes sem bares nem cinemas
ainda é fado ainda é poemas
fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa
cidade aberta
ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste
e em cada rua deserta
ainda resiste.

Manuel Alegre Ler mais

Arquivo 2005-2009
Notícias
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04-11-2020

Quando, o novo livro de Manuel Alegre que é hoje destaque no Jornal de Letras, estará disponível nas livrarias a partir de dia 10 de novembro. Ler mais

Discurso Indirecto
Mário Beja Santos sobre 'Quando' de Manuel Alegre
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25-11-2020

O que me encanta é ver este octogenário militante, desperto, a remexer no fogo e a animar a malta, pois o quando é o sonho que nos encanta e que faz flutuar os nossos estandartes por um mundo melhor, nós, os conjurados.
O melhor de Manuel Alegre, épico, sempre um Camões para o nosso tempo. Ler mais

Paula Morão sobre 'Quando' de Manuel Alegre
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04-11-2020

Quando, datado de Setembro de 2020, é um poema longo estruturado em secções de extensão variável, mas unidas pelo predomínio do verso decassílabo, e trata do tempo: o de aqui e agora, mas também o de uma retrospecção ordenada cronologicamente, dando ênfase à memória como eixo de tudo e constituindo a espessura do poeta em tempos incertos. Quando – acontecimentos situados, a ganhar sentido e progressão; indica-o logo a abertura de I (“Estou e não estou em lado nenhum/ passaram tantos anos e foi tão rápido”), numa estrofe em que se abre um princípio de repetição (“Como encontrar”) e de interrogação que vai escandindo todo o texto. Ler mais