"Precisamos de um barco. Um barco para chegar / a Ítaca dentro de nós: tão em si mesma perdida"
Manuel Alegre
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Novela inédita de Manuel Alegre
12-10-2021 Leya

"Sinto uma necessidade urgente de partir para o Norte. É estranho, tive, desde sempre, a tentação do Sul, uma irremediável saudade de tudo o que fica no Sul, se não mesmo no sul do Sul. Mas hoje acordei com a incontida pulsão de partir para o Norte. Como se tudo dependesse dessa partida, ou viagem, ou busca, seja lá o que for.
E sem ao certo saber porquê nem de quê. Sei que algo de insubstituível está lá. Talvez um pouco de mim. Talvez uma casa há muito abandonada. Talvez alguém. E é o que mais me custa verbalizar, alguém. Mas quem?" Assim começa Tentação do Norte uma novela com que Manuel Alegre regressa à ficção depois do romance Tudo É e Não É, publicado em 2013. Uma história de amor e de luta política carregada de simbolismo, com a prosa poética que imediatamente associamos a este autor. Ler mais

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5 de outubro no Teatro Municipal S. Luís
Homenagem a Manuel Alegre
28-09-2021

Pela ocasião dos 85 anos de Manuel Alegre, á homenageada a poesia de um dos poetas portugueses mais cantados de sempre. “Um Só Dia” junta grandes nomes da música neste concerto singular que relembra, em novos arranjos, canções célebres como Meu Amor é Marinheiro ou Uma Flor de Verde Pinho, e revela temas inéditos de Joana Alegre musicados a partir da poesia do pai. Com a participação de Jorge Palma, Cristina Branco, Ana Bacalhau, Agir, Camané e um contributo especial de Maria Bethânia, uma celebração de hoje e para o futuro, na música por dentro da língua-mãe. A Direcção Artística é de André Santos e a Curadoria de Joana Alegre.

Veja o poema que dá título ao concerto AQUI Ler mais

Fotograma de video publicado no facebook pelo Notícias de Coimbra
30-06-2021 Tomás Barros e Marília Lemos, A Cabra

Foi ao som da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC) que teve início a cerimónia de entrega do Prémio Literário Manuel Alegre no Teatro Paulo Quintela, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). A obra vencedora, “Casa Transparente”, de Ana Rita Rodrigues, arrecadou o prémio de dois mil euros. O evento contou com a presença da personalidade que dá nome ao concurso, Manuel Alegre, mas também com parte do júri que avaliou as obras submetidas. Ler mais

Manuel Alegre na morte de Jorge Sampaio:
10-09-2021 Lusa

Manuel Alegre lamentou hoje "com mágoa" a morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio e enalteceu a "visão de estadista" de uma figura que considerou fulcral na construção do Portugal democrático. “Quando o conheci, há 60 e tal anos, numa assembleia magna muito tensa e difícil, realizada no velho Palácio dos Grilos, em Coimbra, eu ia subir à tribuna e senti uma pancada nas costas. Voltei-me e vi-o, com o cabelo muito ruivo ainda, a dizer-me: ‘Eu venho de Lisboa e trago-vos a nossa solidariedade, em nome da Reunião Inter-Associações (RIA)'”, recordou. Jorge Sampaio foi, sustentou, uma das principais figuras da “consolidação da democracia portuguesa”. Ler mais

Manuel Alegre em Olivença:
10-06-2021 https://radioelvas.com/, excerto da notícia e video integral
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Manuel Alegre ao JN
Entrevista conduzida por Sérgio Almeida
09-12-2020 Entrevista conduzida por Sérgio Almeida, JN

São menos de 40 páginas, mas nelas cabe (quase) tudo. Fulgurante revisão de vida, "Quando" - novo livro de poesia de Manuel Alegre - entrelaça o destino de uma geração com a inquietude de um presente marcado pela "sombra que cresce em toda a parte". Ler mais

Foto de António Pedro Ferreira
Manuel Alegre ao Expresso:
13-11-2020 Entrevista conduzida por José Mário Silva, Expresso

Contra o apagamento da memória, individual e coletiva, Manuel Alegre escreveu um poema-livro, sintonizado com os impasses do presente. Ao Expresso fala sobre “Quando”, mas também sobre eleições presidenciais — as americanas e as portuguesas. Ler mais

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19-02-2021 Lusa

A Associação Académica de Coimbra (AAC) lançou hoje o Prémio Literário Manuel Alegre, uma iniciativa destinada a todos os estudantes que estejam matriculados no ensino superior português. Ler mais

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40 anos depois da 1ª edição
12-10-2021 Leya on-line

Acaba de ser editado, em primeira edição autónoma na Dom Quixote, (4ª edição no total), o poema dramático Um Barco para Ítaca de Manuel Alegre, quatro décadas depois da primeira edição. Foi escrito no exílio, em Argel, e publicado em Portugal, em 1971. Foi levado à cena em 1974 por Norberto Barroca, na Casa da Comédia, e em digressão pelo país. Posteriormente, com Vasco Pereira da Costa, foi representado no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra. E em muitas instituições escolares ao longo dos anos. Ler mais

04-10-2021 Lusa

A Associação Académica de Coimbra (AAC) atribuiu o estatuto de associado honorário ao poeta Manuel Alegre, pelo seu papel na cultura da academia coimbrã e pelo seu papel na resistência ao Estado Novo. A proposta da Direção-Geral da AAC foi aprovada esta segunda-feira com 231 votos a favor, 22 abstenções e zero votos contra, em assembleia magna convocada para o efeito (os estatutos da Associação assim o determinam), afirmou à agência Lusa o presidente da AAC, João Assunção. Ler mais

28-07-2021 Lusa

O poeta Manuel Alegre é o vencedor do Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa, depois de o júri ter distinguido por unanimidade o seu livro "Quando", anunciou esta quarta-feira a Câmara de Faro. Em comunicado, a autarquia, responsável pela atribuição do prémio, refere que “se trata de um livro em que o poeta investe a sua longa experiência de escrita e, ao mesmo tempo, dá uma presença muito forte da subjetividade perdida no tempo atual”. Nesta obra, Manuel Alegre exprime as “marcas da realidade” atual, “mas transcendendo a circunstância através de uma escrita que rompe com os hábitos do poeta, sendo de sublinhar esta renovação de uma das vozes mais fortes” da poesia portuguesa. Ler mais

Manuel Alegre à Radio Observador:
21-04-2021 Inês Figueiredo e João Alexandre, Observador, excerto, título nosso

Manuel Alegre está “solidário” com a Iniciativa Liberal depois de a comissão promotora do desfile do 25 de Abril ter impedido a participação do partido e justificado a decisão com o cumprimento das regras sanitárias. O histórico socialista recordou, em declarações ao Observador, que “a liberdade não é suscetível de apropriação, não é propriedade de ninguém, de nenhum partido, de nenhuma organização, de nenhuma associação e pertence a todos os que se identificam com a liberdade”. Ler mais

Foto de José Carlos Carvalho
Manuel Alegre ao JL sobre o novo livro "Quando"
Entrevista conduzida por Luís Ricardo Duarte
04-11-2020 JL, nº 1307, de 4 a 17 de novembro de 2020

É uma viagem íntima e um grito de revolta. Quando, o seu novo e “inesperado” livro, um longo poema que chega para a semana às livrarias, tem a marca das lutas que caracterizam o seu percurso. Mas é acima de tudo uma reflexão sobre a vida e o lugar da poesia num mundo globalizado em que “a libertação da palavra poética pode vir a ser uma das últimas formas de resistência”. Um canto em busca de uma nova toada que o JL revela e antecipa, pré-publicando a última secção do poema, “lido" por Paula Morão, e entrevistando o autor, Prémio Camões em 2017, e com numerosas outras distinções, figura histórica da resistência à ditadura, da democracia e do PS, e duas vezes candidato à Presidência da República. Ler mais

Em entrevista na TVI
21-07-2020 TVI


No dia em que o livro "As sílabas de Amália" está à venda nas livrarias, em entrevista a Manuel Luís Goucha, no programa "Você em directo"na TVI, Manuel Alegre fala de Amália, da pandemia "que não esperávamos" e das desigualdades, "outra forma de pandemia". Termina lendo um poema que escreveu sobre Amália quando estava hospitalizado no exílio e que mais tarde lhe ofereceu. Ler mais

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03-11-2020

O livro "As sílabas de Amália", com que Manuel Alegre homenageou Amália Rodrigues, está a ser alvo de segunda edição. Prova de que Amália, como o poeta reconheceu, "foi, excepcional e única, herdeira de um legado e de um dom, o dom de se dizer e nos dizer, Amália e um povo, a uma só voz". Ler mais

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Intervenção de Manuel Alegre na Academia das Ciências
13-10-2020 Manuel Alegre

Quando Amália canta “Erros meus, má fortuna, amor ardente”, não está apenas a interpretar Camões, está a falar de si mesma e de todos nós, de um destino pessoal e colectivo, um país e um povo. Do mesmo modo que ao perguntar-se “com que voz cantarei meu triste fado”, está a restituir à palavra fado o sentido quase mágico que lhe dava Camões. Ler mais

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Manuel Alegre, poema escrito em 20 de março de 2020
20-03-2020

Lisboa não tem beijos nem abraços
não tem risos nem esplanadas
não tem passos
nem raparigas e rapazes de mãos dadas
tem praças cheias de ninguém
ainda tem sol mas não tem
nem gaivota de Amália nem canoa
sem restaurantes sem bares nem cinemas
ainda é fado ainda é poemas
fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa
cidade aberta
ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste
e em cada rua deserta
ainda resiste.

Manuel Alegre Ler mais

Arquivo 2005-2009
Notícias
15-10-2021
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13-10-2021

Já está nas livrarias o novo livro de Manuel Alegre, uma novela que, segundo o autor disse à Antena 1, é "uma história comprida e uma narrativa curta". Aos 85 anos o autor não desiste de escrever. Ler mais

Discurso Indirecto
Mário Beja Santos sobre "Um Barco para Ítaca"
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14-10-2021

"Um precioso manifesto lírico, premonitório do que se irá passar um dia em Ítaca, poucos anos depois, mas vaticinado em Argel e anunciado desta forma críptica em Portugal, em 1971, há meio século. O que tão ardorosamente é ansiado neste Barco para Ítaca aconteceu. O que confirma que há versos sublimes como trombetas que anunciam o bafo do futuro." Ler mais

Paula Morão sobre 'Quando' de Manuel Alegre
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04-11-2020

Quando, datado de Setembro de 2020, é um poema longo estruturado em secções de extensão variável, mas unidas pelo predomínio do verso decassílabo, e trata do tempo: o de aqui e agora, mas também o de uma retrospecção ordenada cronologicamente, dando ênfase à memória como eixo de tudo e constituindo a espessura do poeta em tempos incertos. Quando – acontecimentos situados, a ganhar sentido e progressão; indica-o logo a abertura de I (“Estou e não estou em lado nenhum/ passaram tantos anos e foi tão rápido”), numa estrofe em que se abre um princípio de repetição (“Como encontrar”) e de interrogação que vai escandindo todo o texto. Ler mais